1. Páscoa – Levítico 23:5
Introdução:
Estamos começando hoje uma jornada pelas festas do Antigo Testamento. Podemos chamá-las de as Festas de Israel. Todavia a Bíblia, que é a Palavra de Deus, as identifica como “As Festas do Senhor”.
Nesta semana serão chamadas de “Cenas da Salvação”, porque as festas do Senhor são símbolos, são representações, são lembranças, são ensinamentos didáticos do plano da redenção. Redenção não apenas do povo de Israel, e nem mesmo, não apenas redenção para a raça humana, mas sim representações do plano da redenção para todo o Universo.
Por esta e outras razões, chamaremos de Cenas da Salvação.
Hoje, Cenas da Salvação – Episódio 1, A PÁSCOA. O SANGUE QUE SALVA. Vamos à Palavra de Deus.
Levítico 23:4-5. “São estas as festas fixas do Senhor, as santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado: no mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor.”
São 7 as festas.
1-Páscoa, 2-pães asmos, 3-primícias, 4-pentecostes, 5-trombetas, 6-expiação e 7-tabernáculos.
Páscoa, pães asmos e primícias se realizavam no primeiro mês. NISAN ou ABIB. Na primavera.
Trombetas, expiação e tabernáculos no sétimo mês. TISRI. No outono.
Entre as 3 primeiras e as 3 últimas, estava a festa do pentecostes que se realizava 50 dias após a festa das primícias, mais ou menos no final do terceiro mês. SIVÃ. No fim da primavera. 50 = Pentecostes.
Não havia festa no verão, nem mesmo no inverno. Dentro de 1 ano as festas representam o Plano de Salvação. Com a primeira vinda de Cristo, a perseguição da idade média, o juízo, retorno de Jesus, a terra desolada e o novo céu e a nova terra.
Qual o ensinamento de cada uma destas cenas? O que cada festa ensinava, ou representava?
Este é o objeto do nosso estudo durante a semana. A cada dia uma cena e um significado. Ao final da semana o quadro estará completo.
Hoje vamos tratar sobre a páscoa apenas. A Primeira das Festas.
1-Páscoa = a libertação do cativeiro e o passar por alto na destruição dos filhos primogênitos. Vida dos filhos nas casas onde estava o sangue. Sangue é vida. Deuteronômio 12:23.
A instituição da Páscoa está relacionada ao livramento do povo de Israel do Egito. Êxodo 12:14 e 27. “O Senhor passou longe das casas onde havia o sangue na porta”.
Era a comemoração do poder salvador de Deus. Conhecida como a Páscoa do Senhor. Naquela noite os primogênitos dos filhos de Israel foram poupados.
Dia 14 de Nisan. O primeiro mês.
A primeira Páscoa ocorreu por volta do ano 1.500 a.C. Ela não foi uma festa criada pelo povo, mas sim instituída por Deus.
A Bíblia fala de pelo menos 7 ocasiões em que se realizou, ou se comemorou a páscoa.
Quando o povo judeu era escravo no Egito, Deus instruiu Moisés como deveria ser a comemoração da Páscoa. Ao contrário do que fazem os católicos de hoje, Deus instruiu ao povo para comer carne. Deveria ser carne assada de cordeiro com ervas amargas e pão sem fermento.
A palavra Páscoa vem do hebraico Péssách, e significa passagem. Apesar de muitos acharem que o Péssách se refere a passagem do povo do Egito para Canaã, a terra prometida, esse não é o significado real da “passagem”.
Tem esse nome porque naquela noite em que Deus instituiu a Páscoa, Ele iria “passar” pela terra do Egito, e ferir todos os primogênitos, dos homens e dos animais. E passou mesmo.
Quando os filhos perguntavam porque?
Os pais contavam a história.
Não estaríamos nós, pais, pecando ao deixarmos de contar a nossa história para nossos filhos?
Deviam também comer o cordeiro assado.
Nenhum osso deveria ser quebrado. Porque o cordeiro da páscoa de certa forma também é uma representação do Cordeiro de Deus e a profecia diz que nenhum de Seus ossos seria quebrado, Salmo 34:20 E João 19:36.
As famílias deveriam comer a carne e marcar com o sangue as portas. Carne e sangue. João 6:41-59. É vida eterna.
Vamos raciocinar da seguinte maneira: Levítico 23.
Páscoa, dia seguinte pães asmos e o terceiro dia, primícias.
Dia 14, sexta-feira = páscoa. Desde quinta à noite. Julgamento e morte de Jesus.
Dia 15, sábado = pães asmos. No sepulcro de José.
Dia 16, domingo = primícias. Ressurreição.
Como aconteceu a primeira páscoa?
O povo de Israel estava no cativeiro do Egito por alguns séculos. Quando a Bíblia fala 400 anos ou 430 anos, não está falando apenas do período de opressão no Egito, depois de José. Os 430 anos provavelmente estão relacionados com o período desde o chamado de Abrão, que depois teve seu nome mudado para Abraão.
O que a páscoa significa hoje? Ou representa hoje?
Em primeira instância a páscoa simboliza libertação. Libertação do cativeiro. Símbolo da libertação = o sangue do cordeiro.
Deveria ser espargido nas vergas e nos umbrais das portas.
Houve uma grande praga. A maior de todas. A morte dos primogênitos.
Como Israel espiritual somos considerados primogênitos de Deus. Porque Israel é o primogênito de Deus, Êxodo 4:22.
O Sangue de Jesus simboliza libertação do cativeiro do pecado.
A páscoa é simbólica também da morte de Cristo. Porque Ele é nossa páscoa, 1 Coríntios 5:7. Quando hoje tomamos a ceia, estamos sendo libertados do cativeiro do pecado. Por isso ninguém deve deixar de participar da ceia do Senhor.
A cruz é a providência de Deus para a salvação. Mas a cruz não salva. Você pode levar a cruz junto, mas ela não salva.
O homem pós-moderno, também conhecido como homem líquido tem a cruz no carro, em casa, no escritório e até mesmo no peito, mas não tem o Jesus da cruz, o Cristo da cruz no coração.
O sangue deveria ser aspergido sobre os umbrais, ombreiras e sobre a verga da porta. (Umbrais partes verticais e verga parte horizontal superior)
O sangue de Jesus deve fazer por nós aquilo que nós mesmos não podemos fazer. Limpeza do pecado.
A santa ceia, é para os cristãos o que a páscoa era para o povo judeu.
A páscoa vem antes da décima praga, a morte dos primogênitos. É um símbolo da libertação do Egito.
Pais, cuidem de seus filhos.
O primogênito morrer ou não, dependia do pai, sacerdote da família. Passar o sangue na porta.
O sangue do cordeiro comido na noite da décima praga, era aspergido nos umbrais e vergas da porta principal.
Assim o primogênito era protegido da morte.
Imaginem a agonia dos primogênitos enquanto o pai não colocasse o sangue na porta.
Criar nossos filhos no caminho do Senhor, é poupá-los da morte eterna. Por isso quando eu dedico um bebê aqui eu falo aos pais… Cuidem dele que depois vamos batizá-lo.
Dedicar o Neuzinho aqui. (Música especial)
Passar o sangue e comer o cordeiro. Em pé, lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. Comer com rapidez.
Se não comerdes a carne do filho do homem e não beberdes o seu sangue não tereis vida em vós mesmos.
Apelo:
Meu apelo hoje é para a santificação dos nossos filhos.
Nos prepararmos como família para deixarmos o Egito deste mundo.
Parece mesmo que estamos vivendo na época da libertação.
Mas antes vamos nos beneficiar do sangue do Cordeiro. Paulo diz em 1 Coríntios 5:7 que Cristo, nosso Cordeiro Pascal, foi imolado. Quer dizer que Jesus é nossa páscoa.
Êxodo 12:13, “O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes, quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito”.
Quando João viu a multidão dos remidos glorificados, de todas as tribos, nações, línguas e povos, perguntou quem eram, e a resposta foi: “São os que vem de grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. Apocalipse 7:14.
Se nós como pais, não confiarmos no sangue do Cordeiro, não seremos influência para nossos filhos.
Pais reúnam agora seus filhos, vamos orar juntos em família.
Comam a páscoa juntos e passem do sangue sobre a porta de suas casas.
Proteja seus filhos, sua família.
Arautos do Rei canta.

Neumoel Stina
Pastor Sênior Igreja UNAS-SP
30/04/2016

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