2. Pães Asmos – Levítico 23:6-8
Introdução:
Ontem descobrimos que a páscoa era o passar do anjo destruidor e poupar os filhos primogênitos nas casas onde estava o sangue do cordeiro. Assim aqueles que estarão na eternidade, lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro.
Hoje vamos tratar sobre a festa dos pães asmos.
Vamos à Palavra de Deus.
Levítico 23:6-8. “E aos quinze dias deste mês é a Festa dos Pães Asmos do Senhor; sete dias comereis pães asmos. No primeiro dia, tereis santa convocação; nenhuma obra servil fareis; mas sete dias oferecereis oferta queimada ao Senhor; ao sétimo dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis”.
Enquanto a festa da páscoa era comemorada no dia 14 de Nisan, a festa dos pães asmos era comemorada desde o dia 15 de Nisan até ao final do dia 21, portanto 7 dias.
Assim como as festas, ou as cenas eram sete, os sábados especiais eram também em número de 7. Especiais, festivos, anuais ou cerimoniais. Eram dispostos assim:
1. O primeiro dia da festa dos pães asmos.
2. O último dia (sétimo) da festa dos pães asmos.
3. O dia de pentecostes.
4. O dia da festa das trombetas.
5. O dia da expiação.
6. O primeiro dia da festa dos tabernáculos.
7. O último dia (oitavo) da festa dos tabernáculos.
Em quais festas não havia sábados especiais? Páscoa e Primícias.
As Santas Convocações eram feitas para cada sábado semanal, o sétimo dia da semana, ver Levítico 23:1-3, bem como para cada um dos 7 sábados cerimoniais.
A festa dos pães asmos ou pães sem fermento, era uma festa que durava uma semana inteira.
Tendo nas extremidades, o primeiro dia e o sétimo dia, sábados especiais.
Estes sábados especiais eram observados mais ou menos como sendo um sábado semanal. Porém poderia cair em qualquer dia da semana.
Quando o sábado festivo caia num sábado semanal, esse dia era mais que especial. Para alguns estudiosos, não para todos, esse sábado era chamado de grande sábado.
Tais estudiosos usam o sábado que Jesus passou na sepultura como um dia assim. Era um sábado semanal e ao mesmo tempo um sábado festivo, o primeiro da festa dos pães asmos. Em João 19:31, a Bíblia afirma que era grande o dia daquele sábado.
É importante também salientar, que estes dias sabáticos, ou dias de santas convocações, tinham vital valor para os israelitas, tanto que eles não levavam em conta o dia da semana em que caíssem estes dias, cessavam os seus trabalhos e aplicavam seus corações em adoração ao Senhor Jeová.
Eram sete festas, sete sábados especiais.
Porém 3 vezes ao ano os israelitas deviam ir ao encontro do Senhor. Deuteronômio 16:16-17.
1. Na festa dos Pães Asmos. (Entrelaçada com a Páscoa)
2. Na festa das Semanas ou Pentecostes.
3. Na festa dos Tabernáculos.
Jamais deveriam aparecer perante o Senhor de mãos vazias.
As ofertas deveriam ser proporcionais e conforme as bênçãos.
A festa dos pães asmos era uma lembrança do cativeiro e do sacrifício. Como deveriam sair apressadamente. O pão sem fermente não envelheceria durante a viagem.
Foram quatro séculos de espera, de sofrimento. A festa era como que um tributo ao sofrimento dos ancestrais.
Porque pão sem fermento? O pão fermentado tem que esperar crescer.
A saída foi apressada. Por isso deviam comer em pé, com sandálias nos pés, vestidos e com o cajado na mão.
Outra coisa importante que o pão sem fermento representa é a vida sem hipocrisia, sem pecado. Uma vida isenta de idolatria e egolatria.
Josué realizou a festa dos pães asmos 40 anos depois da saída do Egito, Josué 5:11.
O conceito de fermento envolvido na festa foi entendido pelo povo judeu como se estendendo a todo tipo de mofo ou levedura. Dessa forma, a preparação para a festa tradicionalmente envolvia uma limpeza geral da casa.
O pão sem fermento, sem graça, lembra um dia triste. Dia que Jesus passou no sepulcro. Simboliza o sepultamento de Jesus.
Quando morre alguém, o que acontece com a família e os amigos? É uma loucura, mas depois do sepultamento, a saudade.
Aquele sábado foi de muita meditação e lembranças. Tudo que viveram junto com Jesus. Os milagres, os ensinos, os sermões.
Mas, agora Jesus está morto. Está no túmulo.
Quem matou Jesus?
Não foram os judeus.
Não foram os romanos.
Não foi a traição de Judas.
Não foi a negação de Pedro.
Não foi Pilatos.
Não foram os sacerdotes.
Não foram os soldados.
Não foi a turba assassina.
Não foram as chicotadas
Não foi a coroa de espinhos.
Não foram os cravos.
Foram os meus pecados.
Jesus deu Sua vida espontaneamente.
“Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la”. João 10:17-18.
No Novo Testamento: “Por isso façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade”. 1 Coríntios 5:8.
Apelo: Só é possível viver essa vida sem maldade e malícia, mas em sinceridade e verdade, pela graça de Jesus.
Assim, devemos deixar para trás o velho homem e viver uma vida nova em Jesus.
O fermento representa o pecado. O cristão deve deixar o pecado.
Doutrinas falsas.
Avareza.
Injustiça.
Cobiça.
Falso zelo.
Avaliação equivocada dos valores espirituais.
Omissão de justiça, de misericórdia, de fé.
Hipocrisia.
Intolerância.
Crueldade.
Ceticismo.
Lisonja.
Devemos também limpar nossas moradas de tudo que é prejudicial à vida espiritual.
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17.
Este é o momento da transformação.

Pastor Stina
Pastor Sênior da IASD UNASP-SP
01/05/2016

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